quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Design de Aplicações - Parte 2

Organização da Aplicação

Tal como acontece com o dicionário de dados, o programador deve olhar para os programas standard antes de iniciar o código. Se a aplicação tiver um look and feel equivalente ao SAP Standard então estará a facilitar a adaptação do utilizador final e a própria manutenção da aplicação. Mas nem sempre…
Os sistemas SAP sempre foram considerados pouco user-friendly. Por esse motivo a SAP decidiu analisar algumas das transacções mais utilizadas, estudar o comportamento e desejos dos utilizadores e transformá-las em algo mais simples de usar. Daí surgiu um novo SAP GUI com uma nova estética e as transacções Enjoy SAP.

Transacções MB1B e a correspondente Enjoy MIGO
Hoje em dia existem outros interfaces com o utilizador mais evoluídos em termos gráficos que o SAP GUI e que pretendem ser a forma preferencial de aceder a SAP, quer através do portal por ITS, BSP ou WebDynpro, ou até interfaces para equipamentos móveis pelas (futuras) soluções Sybase. Existe também um esforço de integrar as diferentes soluções SAP num único frontend, o SAP Netweaver Business Client, o que também pode influenciar o aspecto das soluções de forma a que aceder ao SAP Business One seja semelhante a aceder ao SAP Business Suite ou SAP Business ByDesign ou SAP Business All-in-One.
SAP Netweaver Business Client

O foco deste post é específico em termos de apresentação ao SAP GUI mas tendo em consideração de que poderá ser necessário expandir a aplicação para outros tipos de interface. Nesse sentido, os melhores exemplos que o programador deve procurar seguir são as transacções Enjoy SAP.

Apresentação vs Execução

Uma das regras mais importantes a seguir e que tem um profundo impacto na manutenção do programa consiste em saber separar o que faz parte da apresentação do que é execução.
O principal objectivo desta separação é garantir não só a reusabilidade da execução para outros interfaces ou outros tipos de utilização como também facilitar a leitura e alterações à aplicação.
A execução deve ser balizada numa classe ou grupo de funções e deve incluir a gravação do documento e as diversas validações funcionais que possam existir. As ajudas de pesquisa, por exemplo, e o despoletamento de mensagens de erro já devem ser da responsabilidade da apresentação.

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